Página 1 dos resultados de 2801 itens digitais encontrados em 0.027 segundos

‣ Avaliação do impacto dos programas de bolsa escola no trabalho infantil no Brasil.; Impact evaluation of bolsa escola programs on child labor in Brazil.

Ferro, Andrea Rodrigues
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 16/01/2004 Português
Relevância na Pesquisa
47.908667%
Há um consenso na literatura de que a criança que trabalha tem um rendimento escolar menor, e atingirá um nível de escolaridade final mais baixo do que o alcançado por aquelas que não trabalham. Conseqüentemente, quando adultos, terão salários menores do que os indivíduos que começaram a trabalhar mais tarde, e esse mecanismo é o que também se conhece como ciclo de perpetuação da pobreza. Partindo da hipótese de que as crianças trabalham para complementar a renda da família – ou seja, trabalham porque são pobres – as iniciativas que visam o combate ao trabalho infantil ajudam a diminuir as diferenças entre pobres e não-pobres, uma vez que atua numa de suas causas. Enfim, são ações capazes de quebrar o ciclo que mantém pobres várias gerações de uma mesma família. Os programas Bolsa Escola em geral não exigem formalmente que a criança seja afastada de atividades laborais para que o benefício lhe seja concedido. Porém, como existe a obrigatoriedade da freqüência escolar, que reduz o tempo disponível para outras atividades, e é realizada transferência em dinheiro que substituiria a renda do trabalho da criança, entende-se que a saída do mercado de trabalho é um efeito colateral ou transbordamento (spillover) de um programa cujo objetivo explícito é incentivar a demanda por educação formal e aliviar a pobreza corrente. Avaliou-se o impacto dos programas de bolsa escola sobre o trabalho infantil no Brasil...

‣ Fatores associados à percepção de suficiência de renda entre a população idosa do município de São Paulo - Estudo SABE; Factors associated with perception of sufficiency of income among the elderly in São Paulo - SABE Study

Bento, Jorge Avelino
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 04/10/2011 Português
Relevância na Pesquisa
47.979033%
Objetivos: Identificar fatores associados à percepção de suficiência de renda dos idosos do município de São Paulo, que relataram alguma vez ter trabalhado com remuneração e que possuíam renda. Métodos: A partir da entrevista com 2.143 idosos (60 anos e mais), em 2000, foram identificados 1.300 que não precisaram de ajuda para responder o questionário, com 13 pontos ou mais no MEEM (Mini Exame de Estado Mental), que exerceram algum tipo de trabalho remunerado, que tinham algum tipo de renda e que, esta coincidisse com a quantidade de fontes de renda informada. Utilizou-se na análise estatística o teste de associação para amostras complexas (Rao-Scott), análise univariada e multivariada de regressão logística, sendo construído através desta última o modelo final, ao nível de significância de 5 por cento . Resultados e discussão: Perceberam como suficiente sua renda, 31 por cento dos idosos. Aqueles com renda acima dos patamares analisados (per capita acima de ½ salário mínimo e renda total acima do mínimo necessário para atendimento das necessidades básicas) apresentaram maiores chances de percepção satisfatória. Independente da renda, os seguintes fatores estiveram associados com uma melhor percepção de suficiência de renda: ter trabalhado predominantemente em atividades não físicas...

‣ A distribuição funcional da renda no Brasil: 1959-2009

Pessoa, Samuel de Abreu; Considera, Claudio Monteiro
Fonte: Fundação Getúlio Vargas Publicador: Fundação Getúlio Vargas
Tipo: Trabalho em Andamento
Português
Relevância na Pesquisa
48.17332%
Inúmeros trabalhos têm sido escritos sobre a distribuição pessoal da renda na economia brasileira, suas origens, as mudanças ocorridas nos últimos anos e suas causas. A distribuição funcional da renda, com todas suas implicações para a distribuição pessoal da renda, por sua vez, tem sido pouco avaliada, principalmente, devido à falta de informações. Este trabalho busca, inicialmente, descrever a evolução dessa distribuição funcional da renda, sob o ponto de vista das remunerações dos assalariados, para o período em que se têm informações das contas nacionais, que vai de 1959 a 2009. Em seguida procura-se analisar essa evolução sob o ponto de vista da participação da remuneração do capital, utilizando-se uma função de produção CES. Aplicando-se os três procedimentos, descritos no corpo do trabalho, para auferir o que seria a remuneração do trabalho verifica-se que a participação da remuneração do trabalho é de, em média: 47,3, 57,1 ou, 52,6 %, de acordo com o procedimento adotado. Esta participação é inferior, na melhor situação, a de países mais desenvolvidos ou menos desenvolvidos do que o Brasil. Introduz-se neste trabalho uma novidade que se mostra relevante. É fato sabido que o mercado de trabalho no Brasil funciona de forma bastante diferente quando se trata do setor público ou do setor privado. Levando-se isto em consideração foram abordados os resultados para o total da economia que é comumente abordado neste tipo de comparação e para o setor público e o privado em separado. Pelos 3 procedimentos acima referidos...

‣ Decomposição da recente queda da desigualdade da renda per capita no Brasil : uma análise a partir do índice de concentração

Araujo, Julia Rocha
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
Português
Relevância na Pesquisa
48.29622%
O presente trabalho tem como objetivo principal analisar a participação dos componentes da renda domiciliar per capita, tais como renda do trabalho, renda de aposentarias e pensões públicas e não públicas, aluguel, doações e outros rendimentos para a redução da desigualdade de renda brasileira no período 2002-2008 e nos subperíodos 2002-2004 e 2004- 2008. Para tanto, utilizou-se a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e as metodologias de decomposição por componente de renda, desenvolvida por Pyatt, Chen e Fei (1980), e decomposição por efeito-composição e efeito-concentração, adaptada por Hoffmann (2006) e Soares (2006). Além disso, é realizada uma análise de inferência estatística seguindo a proposta de Kakwani, Wagstaff, Doorslaer (1997). Os principais resultados encontrados apontam que no período 2002-2008 a redução do índice de Gini foi estatisticamente significativa ao nível de 5%, assim sendo o nível de desigualdade observado no último ano foi o menor de todo o período analisado (0,5415). Observou-se que, com exceção da região Centro-Oeste, houve redução da concentração de renda em todas as regiões brasileiras, embora em menor intensidade na região Nordeste. Na análise sob o ponto de vista racial...

‣ Suficiência de renda percebida por pessoas idosas no Município de São Paulo/Brasil

Bento,Jorge Avelino; Lebrão,Maria Lúcia
Fonte: ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva Publicador: ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/08/2013 Português
Relevância na Pesquisa
47.90302%
Os idosos brasileiros presenciaram, em seu curso de vida, um país com grandes contradições sociais e as diferenças no tocante aos fatores envolvidos no atendimento e entendimento de suas necessidades são muitas. Para tentar compreender alguns desses aspectos foram analisados os fatores associados à percepção de suficiência de renda dos idosos da cidade de São Paulo, em 2000. Estudo epidemiológico de corte transversal, realizado a partir da entrevista com 2143 idosos do Estudo SABE no qual foram identificados 1300 que não precisaram de ajuda para responder o questionário, obtiveram 13 pontos ou mais no Mini Exame de Estado Mental, trabalharam com remuneração em algum momento, tinham algum tipo de renda e que esta coincidisse com a quantidade de fontes de renda informada. Perceberam como suficiente sua renda, 31% deles. Aqueles com renda acima das medidas de pobreza analisadas apresentaram maiores chances de percepção satisfatória e, independente da renda, estiveram associados: trabalho predominante em atividades não físicas, início da atividade laboral com 14 anos ou mais, ter plano privado de saúde, ter duas ou mais fontes de renda, não privação alimentar nos 15 anos iniciais de vida, ter 70 anos ou mais, ter boa saúde e autonomia na realização de atividades da vida diária.

‣ A redução das disparidades regionais e a queda da desigualdade nacional de renda (1981-2009); Texto para Discussão (TD) 1648: A redução das disparidades regionais e a queda da desigualdade nacional de renda (1981-2009)

Souza, Pedro Herculano Guimarães Ferreira de; Osorio, Rafael Guerreiro
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
Português
Relevância na Pesquisa
48.09594%
Objetivo deste trabalho é descrever o processo em curso de convergência de renda entre o Brasil metropolitano e o não metropolitano, investigando-se alguns de seus motivos e destacando-se sua importância para a queda da desigualdade interpessoal de renda. Por um lado, a análise mostra que, desde o início dos anos 1980, a renda domiciliar per capita cresceu em ritmo muito mais rápido no Brasil não metropolitano, sendo que mais de 60% deste crescimento derivou da contribuição da renda do trabalho. Por outro, nas regiões metropolitanas (RMs), cerca de dois terços do aumento da renda resultou da expansão da Previdência Social. No período 1981- 2009, a redução da desigualdade entre as grandes metrópoles e o restante do Brasil respondeu por 51% da queda total da desigualdade; no período 1995-2009, por 20%. Caso não tivesse havido esta convergência, a desigualdade de renda em 2009 seria aproximadamente 10% maior que a observada.; 35 p. : il.

‣ Determinantes imediatos da queda da desigualdade de renda brasileira; Texto para Discussão (TD) 1253: Determinantes imediatos da queda da desigualdade de renda brasileira; Immediate determinants of the fall in income inequality in Brazil

Barros, Ricardo Paes de; Carvalho, Mirela de; Franco, Samuel; Mendonça, Rosane
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
Português
Relevância na Pesquisa
58.245938%
Entre 2001 e 2005, o grau de desigualdade de renda no Brasil declinou de forma acentuada e contínua, atingindo, em 2005, o nível mais baixo dos últimos 30 anos. O coeficiente de Gini declinou quase 5%, e a razão entre a renda dos 20% mais ricos e a dos 20% mais pobres, mais de 20%. Essa redução na desigualdade contribuiu para diminuir substancialmente a pobreza e melhorar as condições de vida da população mais pobre, mesmo em um período de relativa estagnação da renda per capita. Apesar desse declínio, a desigualdade no país continua extremamente elevada. Portanto, é imprescindível que medidas que favoreçam a queda na desigualdade tenham continuidade. Para isso, é fundamental investigar os determinantes dessa atual queda e, assim, poder formular políticas e intervenções reforçadas, logo, mais efetivas. Neste trabalho, identificamos e quantificamos, com base em uma série de simulações contrafactuais, a contribuição dos determinantes mais próximos responsáveis pela recente queda da desigualdade no Brasil. Entre os resultados encontrados, devemos destacar que cerca de 50% do declínio da desigualdade resultou da evolução da renda não derivada do trabalho, apesar de ela representar menos de 1/4 da renda total. Mudanças na distribuição da renda do trabalho explicam cerca de 1/3 da queda observada na desigualdade...

‣ A Evolução das desigualdade de renda e de consumo ao longo do ciclo da vida

Firpo, Sergio
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) - Artigos
Português
Relevância na Pesquisa
47.945117%
Com relação à desigualdade de renda, a desigualdade de consumo tende a ser um indicador bem mais fiel da disparidade permanente de recursos disponíveis e de bem-estar entre famílias. Ademais, em teoria, pode-se prever o padrão de evolução temporal da desigualdade para uma mesma coorte. Segundo a hipótese da renda permanente, espera-se que a desigualdade de consumo para uma mesma coorte cresça com o tempo. Caso haja impedimentos à validade dessa hipótese, tais como consumidores prudentes ou restrição de crédito, a desigualdade de consumo passa a depender da evolução da distribuição de renda e de rendimentos do trabalho, podendo, então, crescer ou não com o tempo. Este trabalho apresenta, a partir dos microdados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, como evoluíram entre os biênios 1987/1988 e 1995/1996 as desigualdades de renda e de consumo entre famílias no Brasil.Aanálise é feita dividindo-se as famílias segundo a década de nascimento e o grau de instrução do chefe. Os resultados revelam o aumento das desigualdades de renda, da renda do trabalho e de consumo entre os dois períodos observados. Deve-se notar que a evolução da dispersão do consumo tende a ser mais independente da evolução da desigualdade de renda entre coortes mais jovens e com maior nível de capital humano. Tal fato é explicado por uma possível menor restrição a crédito com a qual essas famílias se deparam...

‣ Mercado de trabalho não metropolitano e a queda da desigualdade de renda : 1981-2009

Souza, Pedro Herculano Guimarães Ferreira de; Osorio, Rafael Guerreiro
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Mercado de trabalho: conjuntura e análise - Artigos
Português
Relevância na Pesquisa
58.217725%
Na última década, a combinação de crescimento econômico com redução da desigualdade na distribuição interpessoal da renda gerou ganhos de bem-estar para todos e diminuição acentuada da pobreza. Porém, o desempenho não foi uniforme no território, e o foco na distribuição nacional de renda às vezes relega ao segundo plano algumas mudanças relevantes na desigualdade regional. Este trabalho mostra a evolução da renda domiciliar per capita no conjunto das nove RMs institucionalizadas no biênio 1973-1974 (Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo) e no resto do país. Em suma, a convergência da renda domiciliar per capita, motivada principalmente pelo comportamento distinto da renda do trabalho nas RMs e no resto do país, contribuiu decisivamente para a queda recente da desigualdade interpessoal de renda. Embora as RMs continuem a ser as regiões mais ricas do país, elas deixaram de ter os mercados de trabalho mais dinâmicos, sofrendo os efeitos da desconcentração produtiva que beneficia o restante do Brasil e contribui para a redução da desigualdade regional.; p. 47-54 : il.

‣ A imputação da renda do não trabalho na pesquisa mensal de emprego

Ribas, Rafael Perez; Machado, Ana Flávia
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) - Artigos
Português
Relevância na Pesquisa
57.83979%
O painel da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é uma das bases de dados mais ricas do Brasil para investigações de fenômenos relativos ao mercado de trabalho. Entretanto, seu questionário traz apenas informações relativas à renda do trabalho. Este artigo propõe uma nova forma de imputar a renda do não trabalho utilizando um sistema de equações estimado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), também do IBGE. Além de descrever o modelo de imputação e sua consistência, o artigo levanta alguns fatos estilizados sobre pobreza e desigualdade em regiões metropolitanas (RMs) brasileiras. Os resultados contemplam basicamente os seguintes pontos: sazonalidade e tendência da pobreza e da desigualdade; taxas de transição para fora e para dentro da pobreza; e comparação entre as incidências de pobreza crônica e pobreza observada.; p. 265-395 : il.

‣ Decomposição da evolução da desigualdade de renda no Brasil em efeitos idade, período e coorte

Firpo, Sergio P.; Gonzaga, Gustavo; Narita, Renata
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) - Artigos
Português
Relevância na Pesquisa
47.983403%
A partir dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), este trabalho tem como objetivo contribuir para o entendimento da evolução da desigualdade de renda no Brasil, de 1981 a 2001, ao identificar, sob algumas hipóteses, os efeitos idade, período e coorte. O método de identificação utilizado, proposto por Deaton e Paxson (1994), permitiu estimar esses efeitos para indicadores de desigualdade Theil-T com base na renda familiar de todas as fontes e na renda familiar do trabalho principal para a amostra total dos chefes de família e por grupo de escolaridade. Os principais resultados encontrados mostram que: a) a desigualdade de renda aumenta para as gerações mais novas, sendo esse aumento mais acentuado para a medida de renda do trabalho principal; b) o efeito coorte não é significativo para famílias com chefes de mesma escolaridade, o que sugere que o crescimento da desigualdade de renda para as gerações mais novas possa refletir um aumento da escolaridade das gerações mais novas em relação às antigas; c) a desigualdade de rendimentos do trabalho principal cresce acentuadamente com a idade, sobretudo para os grupos de maior escolaridade, o que é compatível com implicações da teoria do capital humano; d) a desigualdade de renda de todas as fontes tende a se reduzir após uma certa idade para os grupos de menor escolaridade; e e) há um efeito período significativo de aumento da desigualdade de renda observado em 1989 e 1993...

‣ A imputação da renda não-trabalho na Pesquisa Mensal de Emprego (PME/IBGE) e seu proveito em análises dinâmicas de pobreza e desigualdade; Texto para Discussão (TD) 1363: A imputação da renda não-trabalho na Pesquisa Mensal de Emprego (PME/IBGE) e seu proveito em análises dinâmicas de pobreza e desigualdade; Imputation of non-labor income in the Monthly Employment Survey (PME / IBGE) and its advantage in dynamic analysis of poverty and inequality

Ribas, Rafael Perez; Machado, Ana Flávia
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
Português
Relevância na Pesquisa
98.2552%
O painel da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é, sem dúvida alguma, uma das bases de dados mais ricas do Brasil para investigações de fenômenos relativos ao mercado de trabalho. Isso devido a sua natureza longitudinal. Entretanto, por enfatizar apenas o mercado de trabalho, seu questionário traz apenas informações relativas a esta fonte de renda, não considerando outros tipos de rendimentos, como pensões, aposentadorias, transferências sociais etc. Dada esta limitação, este artigo apresenta uma proposta para aumentar a utilidade da atual PME. Esta proposta consiste em imputar a renda não-trabalho, utilizando um sistema de equações estimado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), também conduzida pelo IBGE. Além de descrever o modelo de imputação e sua consistência em termos de reprodução na PME dos mesmos indicadores da Pnad, o artigo levanta alguns fatos estilizados sobre pobreza e desigualdade em Regiões Metropolitanas (RMs) brasileiras. A natureza dinâmica desses fatos estilizados os impossibilita de serem levantados com o uso de outra base de dados no Brasil que não seja a própria PME imputada. Os resultados contemplam basicamente os seguintes pontos: sazonalidade e tendência da pobreza e da desigualdade; taxas de transição para fora e para dentro da pobreza; e comparação entre as incidências de pobreza crônica e pobreza observada.; 28 p. : il.

‣ Distribuição funcional da renda no Brasil: estimativas anuais e construção de uma série trimestral; Texto para Discussão (TD) 1702: Distribuição funcional da renda no Brasil: estimativas anuais e construção de uma série trimestral; Functional income distribution in Brazil: annual estimates and construction of a quarterly series

Bastos, Estêvão Kopschitz Xavier
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
Português
Relevância na Pesquisa
48.2966%
Neste trabalho, apresenta-se o cálculo de série trimestral da participação do fator trabalho no produto interno bruto (PIB) brasileiro, além de estimativa anual com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e no PIB trimestral – para os anos em que as contas nacionais anuais ainda não estão disponíveis. O tema da distribuição funcional da renda é abordado por meio de uma breve revisão bibliográfica. Calcula-se a distribuição funcional para o Brasil de mais de uma forma, seguindo Gollin (2002). Observam-se, no Brasil, oscilações nas participações da renda do trabalho e do capital na remuneração total dos fatores de 1970 a 2009, mas a questão é saber se estas oscilações são significativas ou não, do ponto de vista da rejeição, ou não, da hipótese da constância característica da função de Cobb-Douglas. Observa-se que variações na distribuição funcional da renda tanto na direção favorável à renda do trabalho quanto na direção favorável à renda do capital são compatíveis com redução na desigualdade da distribuição pessoal da renda. São listadas, com base na revisão bibliográfica, variáveis que podem influir na distribuição funcional da renda.; 40 p. : il.

‣ Determinantes da queda na desigualdade de renda no Brasil; Texto para Discussão (TD) 1460: Determinantes da queda na desigualdade de renda no Brasil; Determinants of the income inequality decline in Brazil

Barros, Ricardo; Carvalho, Mirela de; Franco, Samuel; Mendonça, Rosane
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
Português
Relevância na Pesquisa
48.16992%
Os extraordinários acontecimentos havidos no país entre 2001-2007, com uma queda acentuada da desigualdade e dos níveis de pobreza e de extrema pobreza nos oferecem uma oportunidade única de estudarmos os fatores mais relevantes para explicar as mudanças em favor dos mais pobres e em diferentes cenários – com e sem crescimento econômico. Assim, em primeiro lugar, com base em uma série de simulações contrafactuais, quantificamos a contribuição destes fatores determinantes para a queda i) na desigualdade; ii) na porcentagem de pobres; iii) no hiato médio de pobreza; e iv) na severidade da pobreza. Como entre 2001 e 2003 não houve redução na pobreza, investigamos apenas a contribuição dos fatores determinantes para a queda na pobreza e na extrema pobreza para o subperíodo 2003-2007. Os resultados obtidos demonstram que as melhorias na distribuição de renda derivada do trabalho por trabalhador e na renda não derivada do trabalho foram os principais fatores responsáveis. As mudanças demográficas, que foram mais favoráveis para os mais pobres, também se destacam quando analisamos a redução na pobreza. Em segundo lugar, investigamos em que medida os graus de discriminação e de segmentação no mercado de trabalho declinaram ao longo dos últimos anos...

‣ O idoso brasileiro no mercado de trabalho; Texto para Discussão (TD) 830: O idoso brasileiro no mercado de trabalho; The Brazilian elderly in the labor market

Camarano, Ana Amélia
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
Português
Relevância na Pesquisa
48.140264%
Este trabalho tem por objetivo analisar a participação do idoso brasileiro nas atividades econômicas entre 1978 e 1998. A análise proposta diferencia-se das análises tradicionais de mercado de trabalho. A preocupação central não é com a pressão que o idoso possa fazer no mercado de trabalho, mas a de analisar a sua participação como um indicador de sua dependência. Além disso, outro ponto considerado aqui diz respeito à importante contribuição que os idosos aportam à renda familiar. Finalmente, não se pode deixar de salientar que o envelhecimento populacional experimentado pela população brasileira já está afetando a composição etária da População Economicamente Ativa (PEA). A participação do idoso no mercado de trabalho sofreu poucas variações no período considerado, não mostrando uma resposta expressiva ao aumento da participação de aposentados. Entre as variáveis consideradas que poderiam influir nessa participação, idade e educação mostraram ter um peso expressivo, apresentando a idade um efeito negativo e a educação, positivo. Acredita-se que essas duas variáveis refletem condições de saúde que, na verdade, devem ser um dos determinantes mais importantes da oferta da força de trabalho idosa. A participação do idoso brasileiro no mercado de trabalho é alta...

‣ Crescimento econômico comparado dos municípios alagoanos e mineiros: uma análise espacial; Texto para Discussão (TD) 1162: Crescimento econômico comparado dos municípios alagoanos e mineiros: uma análise espacial; Economic growth compared in the municipalities Alagoas and Miners: a spatial analysis

Silva, Alexandre Manoel Angelo da; Resende, Guilherme Mendes
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
Português
Relevância na Pesquisa
48.02083%
Neste texto, apresentam -se os resultados da investigação sobre quais variáveis determinam as taxas de crescimento da renda do trabalho por habitante dos municípios alagoanos (com até 50 mil habitantes) e mineiros (com até 50 mil habitantes), entre 1991 e 2000. Na análise econométrica, não se encontrou autocorrelação espacial no modelo estimado para os pequenos municípios alagoanos. No caso dos pequenos municípios mineiros, essa autocorrelação espacial foi verificada. A investigação econométrica mostra que os determinantes do crescimento econômico de um estado relativamente rico não são idênticos aos determinantes de um estado relativamente pobre. No que diz respeito à estimação do modelo para pequenos municípios de Alagoas, somente o índice de Gini é significativo e negativo na determinação do crescimento da renda do trabalho por habitante. No que concerne aos pequenos municípios de Minas Gerais, foram obtidas quatro variáveis estatisticamente significativas: i) renda do trabalho por habitante em 1991; ii) número médio de anos de estudo da população com 25 ou mais anos de idade; iii) percentual de domicílios com acesso à iluminação elétrica; e iv) índice de Gini. Suspeitou-se, portanto...

‣ Mudanças no mercado de trabalho retiram famílias da pobreza?: determinantes domiciliares e agregados para a saída da pobreza nas regiões metropolitanas do Brasil; Texto para Discussão (TD) 1336: Mudanças no mercado de trabalho retiram famílias da pobreza?: determinantes domiciliares e agregados para a saída da pobreza nas regiões metropolitanas do Brasil

Machado, Ana Flávia; Ribas, Rafael Perez
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
Português
Relevância na Pesquisa
78.110786%
O objetivo do artigo é estimar a probabilidade de famílias saírem da pobreza, assim como os seus determinantes, considerando o tempo de permanência nesta situação. Interesse particular reside em avaliar se mudanças de curto prazo no mercado de trabalho afetam a probabilidade de famílias permanecerem na pobreza. Assumindo que as transições de pobreza ocorrem com mais freqüência em intervalos de tempo menores, dados organizados em periodicidade mensal são melhores que aqueles organizados por intervalos anuais, e por isso utilizamos o painel da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), de março de 2002 a maio de 2007. A PME é o único painel disponível no Brasil que permite análise sobre duração. Entretanto, em se tratando de pobreza, informações sobre renda não-trabalho são imprescindíveis e, dado que a PME não dispõe destes dados, imputamos a renda não-trabalho para sanar a questão. Tendo em vista que este estudo possui um período curto de acompanhamento dos domicílios, adotamos técnicas de estimação que controlam tanto a censura à direita como à esquerda. Entre os resultados, podemos destacar: quanto mais tempo a família fica na pobreza, maiores são suas chances de permanecer nela; entre as características domiciliares...

‣ Migração, seleção e diferenças regionais de renda no Brasil

Santos Júnior, Enestor da Rosa dos; Menezes-Filho, Naércio; Ferreira, Pedro Cavalcanti
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) - Artigos
Português
Relevância na Pesquisa
57.890967%
Este trabalho tem como objetivo testar se os brasileiros que moram em uma unidade federativa diferente da unidade onde nasceram — os migrantes — formam um grupo positivamente selecionado (isto é, um grupo em média mais apto, motivado, empreendedor ou ambicioso do que o outro grupo). Utilizando a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 1999, mostramos que os migrantes ganham mais, em média, tanto em relação aos não-migrantes que moram nos estados que os recebem, como em relação aos não-migrantes que são seus conterrâneos, inclusive quando controlamos por uma série de variáveis importantes na determinação da renda do trabalho. Concluímos, então, que os migrantes no Brasil constituem um grupo positivamente selecionado.; p. 299-331 : il.

‣ A Redução das disparidades regionais e a queda da desigualdade nacional de renda, 1981-2009; The Reduction in regional disparities and the decline of income inequality in Brazil, 1981-2009; La Reducción de las disparidades regionales y la caída de la desigualdad de ingresos al nivel nacional, 1981-2009; La Réduction des disparités régionales et la chute des inégalités de revenu au niveau national, 1981-2009

Souza, Pedro H. G. Ferreira de; Osorio, Rafael Guerreiro
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Planejamento e Políticas Públicas (PPP) - Artigos
Português
Relevância na Pesquisa
48.050195%
O objetivo deste trabalho e descrever o processo em curso de convergência de renda entre o Brasil metropolitano e o não metropolitano, investigando alguns dos seus motivos e destacando sua importância para a queda da desigualdade interpessoal de renda. A analise mostra que, desde o inicio dos anos 1980, a renda domiciliar per capita cresceu em ritmo muito mais rápido no Brasil não metropolitano, sendo que mais de 60% deste crescimento derivou da contribuição da renda do trabalho. Por outro lado, nas regiões metropolitanas, cerca de dois terços do aumento da renda resultaram da expansão da Previdência Social. No período 1981-2009, a redução da desigualdade entre as grandes metrópoles e o resto do Brasil respondeu por 51% da queda total da desigualdade; no período 1995-2009, por 20%. Caso não tivesse havido essa convergência, a desigualdade de renda em 2009 seria cerca de 10% maior do que a observada.; p. 273-297, il.

‣ Análise de classe e a queda da desigualdade de renda do trabalho no Brasil

Carvalhaes, Flavio; Souza, Pedro
Fonte: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Publicador: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 07/12/2014 Português
Relevância na Pesquisa
57.594785%
Neste artigo, pretende-se relacionar a dinâmica da queda da desigualdade de renda no Brasil, observada na última década, à estrutura de classes no país. Na busca pela descrição dessa associação, apresentam-se e avaliam-se, empiricamente, discussões recentes do debate internacional sobre análise de classe quanto à definição e à operacionalização de seu conceito. Discussões recentes propõem a viabilidade de uma estratégia “neodurkheimiana” para a análise de classe, uma via “micro”, que privilegia uma concentração nas ocupações em si, diferentemente das estratégias neoweberiana e neomarxista, que operariam em perspectivas “macro”. Os resultados apontam para a relevância da análise de classe ao estudo da desigualdade de renda do trabalho no Brasil e para as dinâmicas internas à estrutura de classes do país que merecem um estudo mais aprofundado e sofisticado metodologicamente. Eles também apontam reservas significativas em relação à proposta neodurkheimiana e indicam que a operacionalização de uma tipologia de classes neoweberiana disponível na literatura brasileira é satisfatória e revela aspectos não triviais da dinâmica da desigualdade no país.